10 Teorias bizarras mas plausíveis

Quem não gosta de ler sobre uma boa teoria — mesmo que bizarra? Eu gosto de ler sobre teorias que destroem as narrativas tradicionais sobre a realidade e a existência. A seguinte lista é uma apresentação de 10 teorias bem interessantes, que apesar de parecer mirabolantes à primeira vista, podem ser perfeitamente plausíveis!



10.

A Singularidade: Transcenderemos a biologia e viveremos como deuses pós-humanos

Teorias bizarras
Reprodução/medium.com
Futuristas como Ray Kurzweil dizem que nas próximas décadas os humanos experimentarão uma singularidade tecnológica pela qual transcenderemos a própria biologia. Civilizações inteligentes como a nossa, diz Kurzweil, estão destinadas a evoluir para seres super inteligentes, possivelmente baseados em máquinas, cujos poderes computacionais crescem exponencialmente.

Isso pode soar como ficção científica, mas Ray Kurzweil que é diretor de engenharia do Google, já fez 147 previsões desde a década de 1990, sendo que obteve uma taxa de sucesso de 86% nelas. Logo, as previsões dele são algo a se considerar.
"A singularidade é quando a inteligência baseada em carbono e a de silício se fundem para formar uma única consciência global. Isso leva a computadores com inteligência humana, colocados dentro de nossos cérebros, conectandos à nuvem, expandindo quem somos. Hoje, esse não é apenas um cenário futuro", disse Kurzweil. "Está aqui, em parte, e vai acelerar", concluiu.
Kurzweil disse que as máquinas já estão nos tornando mais inteligentes e, ao conectar essas máquinas ao nosso neocórtex, elas ajudarão as pessoas a pensar com mais inteligência.

E Kurzweil não está sozinho.

Dmitry Itskov, o magnata russo da área de tecnologia, apresentou a "Iniciativa 2045" que lembra muito o conceito do mangá de Masamune Shirow, Ghost in the Shell (posteriormente adaptado nos cinemas): Custeado pelo próprio bilionário, a ideia por trás do projeto é desenvolver avatares robôs capazes de hospedar cérebros humanos e manter sua consciência ativa para sempre.
O Avatar A, a primeira das quatro fases, consiste no desenvolvimento de um robô que é controlado por um cérebro humano. Avatar B é um transplante de um cérebro humano em um corpo sintético. O conteúdo de um cérebro biológico será carregado em um sintético na fase do Avatar C. A peça final do Projeto, o Avatar D, é baseada em emulação: substituir o corpo biológico e o cérebro com um holograma ou outro avatar, que abriga uma versão digital da nossa consciência humana.

Em seu primeiro ano, o projeto não recebeu muito crédito: muita gente achava que o russo só queria atenção da mídia e ainda mais dinheiro. Ele só foi levado a sério um ano depois, quando conquistou o apoio de cientistas renomados de universidades de todo o mundo, com formação em robótica ou neurociência.

Depois que conseguirmos obter tal singularidade, poderemos aproveitar o poder de nosso próprio sol para realizar feitos interestelares apenas sonhados em ficção científica, como a criação de Esferas de Dyson e a colonização do universo.
Para quem não conhece o conceito, Esfera de Dyson é uma megaestrutura hipotética originalmente descrita por Freeman Dyson, a qual orbitaria uma estrela de modo a rodeá-la completamente, capturando toda ou maior parte de sua energia emitida. Dyson especulou que tal estrutura seria a consequência lógica da sobrevivência e da escalar necessidade de energia de uma civilização avançada tecnologicamente, e propôs que a busca de evidências de tal estrutura poderia levar à detecção de vida extraterrestre com inteligência avançada.

Alguns pensadores progressistas como Noam Chomsky rotularam a teoria como ficção científica, no entanto é algo completamente plausível, ainda mais se levarmos em conta o crescimento exponencial da tecnologia.



09.

Projeto Blue Beam: O Governo irá encenar uma falsa invasão alienígena/sobrenatural

Teorias bizarras
Imagem por Reinhard Ponty
Não é tão incomum assim nos depararmos com histórias estranhas de visualizações ou contatos com seres alienígenas ou aparições místicas e religiosas ao redor do mundo. Ainda que, cientificamente, nada tenha sido comprovado, relatos de avistamentos de extraterrestres, encontros com santos e divindades ou luzes misteriosas nos céus continuam surgindo, ainda mais com a velocidade das informações circulando pela internet. Para algumas pessoas, tudo isso estaria interligado.

O projeto Blue Beam (Raio Azul, em inglês) é uma teoria extremamente controversa que tem força entre conspiracionistas há décadas. A conspiração defende que a Nova Ordem Mundial irá utilizar uma avançada tecnologia de hologramas para criar falsos alertas de invasões alienígenas ou de um despertar religioso de calibre mundial a fim de garantir a submissão das massas. Diante do cenário caótico, a população mundial iria aceitar um novo governo e uma nova religião que garantiria a dominação da civilização humana por meio da manipulação.

As primeiras defesas da teoria foram apresentadas em 1994 pelo jornalista e conspiracionista Serge Monast, de Quebec (Canadá), e depois publicadas em um livro. Os defensores da teoria apontam que Monast e outro jornalista — que morreram de ataque cardíaco em 1996 —, na verdade foram assassinados por terem descoberto o plano. Além disso, o governo canadense teria sequestrado a filha do teórico para tentar convencê-lo a abandonar sua investigação.

Aparentemente, o projeto Blue Beam deveria ter sido implantado em 1983, segundo a teoria, mas isso nunca aconteceu. Então, ele foi reagendado para 1995 e, mais tarde, para 1996. Monast acreditava que o Blue Beam já seria um sucesso por volta do ano 2000.

A morte de Serge Monast impediu que sua teoria se espalhasse com mais força pelo mundo na forma de materiais oficiais publicados em inglês, mas não deixou de garantir uma base estruturada que permitisse sua sobrevivência décadas depois. Atualmente, a teoria é extremamente popular na internet — considerando o cenário das teorias da conspiração —, com vários sites dedicados ao tema e uma infinidade de vídeos no YouTube.
O material original, no entanto, é bem escasso. O que existe de publicado defende que o objetivo do projeto Blue Beam é instalar uma Nova Ordem Mundial por meio de uma religião global. O conceito de apresentar a religião como forma de controle não é nada novo, mas a existência de religiões múltiplas, cultos dissidentes e ateístas sugerem que controlar toda a população a partir de uma única religião não é uma tarefa fácil.
Tentativas de estabelecer isso no passado, como a Inquisição, utilizaram de autoritarismo e funcionaram em apenas uma parte do mundo. A teoria de Monast, no entanto, sugere a utilização de tecnologia avançada capaz de enganar as pessoas. Para isso, o plano supõe que ninguém poderia perceber a realização do truque, o que é algo extremamente contestado por quem desacredita a teoria.

De acordo com Monast, a implementação do Blue Beam deveria passar por quatro etapas:
  1. A dissolução das principais religiões devido a descobertas arqueológicas refutando-as.
  2. Um "espetáculo espacial" em que deidades e alienígenas aparecem como nossos senhores (não está claro como estes dois poderiam coexistir).
  3. Comunicação eletrônica telepática bidirecional, através de ondas ELF (Extra Low Frequency), VLF (Muito Baixa Frequência) e LF (Low Frequency), pelas quais as pessoas pensam que estão sendo faladas pelo novo deus verdadeiro ou pelos exércitos extraterrestres.
  4. Uso de microchips subcutâneos em todo mundo para fabricar eventos sobrenaturais horríveis que irão tornar as pessoas desesperadas pela Nova Ordem Mundial.



08.

Manipuladores usam programação subliminar para planejar, comunicar e realizar lavagem cerebral

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Os Simpsons, 20th Century fox
A programação preditiva é a ideia de que alguma sociedade ou grupo secreto incorpora mensagens em meios culturais pop e outros meios de comunicação, a fim de preparar e incutir psicologicamente a população em geral para determinados eventos. Isso é, claro, uma teoria da conspiração.

Muitas pessoas acreditam que instâncias de programação preditiva são simplesmente coincidências a par com sincronicidade e Déjà vu; outros dizem que são perpetrações sinistras de grupos sombrios que se comunicam por canais da mídia através de códigos e mensagens subliminares.
Um exemplo dessa teoria é a imagem acima do episódio "The City of New York vs. Homer Simpson" de "Os Simpsons" exibido em 1997. Nela pode-se ver claramente um 9/11 (11 de Setembro. O mês antes do dia como no calendário norte-americano) unindo o preço da revista com a silhueta das torres gêmeas do WTC.

Ainda na mesma cena, Bart Simpson segura um maço de notas na frente da revista. Alguns especularam que essas notas de dólar também codificam um simbolismo de pilar duplo incomum.


Para quem apoia a teoria isso é um indício claro de uma mensagem subliminar para o vindouro ataque ao world trade center no dia 11 de Setembro — tenha em mente que os ataques ocorreram em 2001 e o episódio foi ao ar em 1997. E, é claro, isso também vai de encontro com a conspiração de que o atentado foi algo planejado pelo governo como desculpa para a guerra.
Para quem se interessou, recomendo que leia o post Stargates, Sumérios, 11/09 e a guerra no Iraque



07.

O DNA humano contém a assinatura de um criador alienígena

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Reprodução/ancient code
De acordo com uma nova teoria científica não-ortodoxa, a chave para desvendarmos o mistério sobre a origem da vida pode envolver diretamente o número 37 (trinta e sete). Tal teoria sugere que nosso código genético foi, literalmente, criado por seres inteligentes de algum lugar do Universo e que, inclusive, deixaram-nos uma “assinatura” de sua obra (em nosso próprio DNA).

A ideia de que a vida na Terra fora criada por um ser inteligente não é nova. Por séculos, a humanidade vem se perguntando por que existimos e se estamos, ou não, sozinho no Universo (como forma de vida inteligente).

Entretanto, dois cientistas acreditam terem encontrado as respostas que buscamos embutidas em um antigo código, os quais provariam que a vida na Terra é obra de inteligências extraterrestres.

O pesquisador Maxim Makukov, do Instituto Fesenkov de Astrofísica (Almaty, Cazaquistão), acredita firmemente ter descoberto um “sinal provavelmente inteligente” que está codificado em nosso material genético.
Enquanto essa teoria está há anos-luz de ser aceita por seus pares, seu orientador, o matemático Vladimir Shcherbak, acredita que eles podem ter acabado de revelar uma evidência conclusiva de que há, sim, uma mensagem, ou uma assinatura, embutida dentro de nosso código genético.

Makukov e Shcherbak propõem que, para muito além da teoria da panspermia, a vida teria sido plantada naTerra intencionalmente. A Terra teria passado por uma panspermia direcionada. Na verdade, esses dois cientistas não foram os primeiros a dar a conhecer uma teoria controversa como esta, a respeito da origem da vida. Francis Crick, um dos descobridores da estrutura do DNA, em 1953, já afirmava que “os organismos foram deliberadamente delegados à Terra por seres inteligentes de algum outro planeta”.

Makukov e Shcherbak analisaram o código genético – o meio pelo qual as moléculas de DNA e RNA carregam informações genéticas dentro das células vivas – e perceberam que o número 37 (trinta e sete) surge inúmeras vezes. Para citar apenas um exemplo: a massa do núcleo molecular de cada um dentre 20 aminoácidos é de valor 74 – que é o dobro de 37.

Continuando: Yuri Rumer foi o primeiro a identificar, em 1966, que o código genético pode ser dividido, igualmente, em metades. Uma delas seria formada pelos códons1 da “família inteira”, e a outra metade seria a “família dividida”, que não carrega o código AC2.
De fato, os códons somam 28, com uma massa atômica total de 1.665, com uma massa da cadeia molecular lateral (combinada) num total de 703 – ambos os últimos números, curiosamente, são múltiplos de 37.
Em um artigo publicado no Icarus3, especialistas expuseram nove exemplos, acreditando eles que as chances de o número 37 aparecer tantas vezes, e aleatoriamente, no código genético é de 1 (uma) em 10.000.000.000.000 (dez trilhões).

Em uma entrevista à (revista) New Scientist4, o prof. Makukov disse que “é mais do que evidente que o código genético tem uma estrutura não-aleatória.” Continua ele: “Os marcadores (genéticos) que descrevemos não são apenas não-aleatórios, mas contam também com recursos que, sob nosso ponto-de-vista, muito dificilmente poderíamos atribuir a processos naturais (ou seja, espontâneos)”.

Ao ser perguntado [ao prof. Makukov] sobre por quem e para quê tal mensagem misteriosa fora embutida em nosso DNA, ele responde:
Pode ser que eles —os aliens criadores de nosso DNA— tenham-se ido há muito tempo, ou podem ainda viver em algum lugar. Penso que essas sejam questões para o futuro. Para as marcas no código, demos uma explicação, e creio ser ela a mais plausível.

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06.

Nosso universo é uma simulação

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Thirteenth floor, columbia pictures
Esta teoria supõe que, por causa da probabilidade esmagadora de singularidades tecnológicas que ocorrem no universo, é bastante provável que as civilizações avançadas — ou seja, no futuro, ou alienígenas em uma galáxia distante — criaram ou criem simulações. Uma vez que o número dessas simulações seria nos bilhões, o filósofo suéco Nick Bostrom afirma que, na verdade, é bastante provável que vivamos em algum tipo de simulação computacional.

Além de Bostrom, vários físicos, cosmólogos e tecnólogos estão agora considerando a ideia de que todos nós estamos vivendo dentro de uma gigantesca simulação computacional, na qual supostamente experimentamos um mundo virtual no estilo do filme Matrix que, erroneamente, pensamos ser real.
Nossos instintos se rebelam, é claro. Tudo parece muito real para ser uma simulação. O peso do copo na minha mão, o rico aroma do café que ele contém, os sons que me rodeiam – como pode toda essa rica experiência ser falsificada?

Mas, em seguida, consideramos os progressos extraordinários em tecnologias de computação e informação ao longo das últimas décadas. Os computadores nos deram jogos de realismo absurdo – com personagens autônomos seguindo nossas escolhas – bem como simuladores de realidade virtual de poder persuasivo formidável.

Matrix formulou a narrativa com uma clareza sem precedentes. Nessa história, os seres humanos são trancafiados por máquinas em um mundo virtual aceito inquestionavelmente como “real”. O pesadelo de ficção científica de estar preso em um universo fabricado dentro de nossas mentes pode ser rastreado mais atrás em, por exemplo, Videodrome de David Cronenberg (1983) e Brazil de Terry Gilliam (1985).

A ideia de que vivemos em uma simulação possui alguns defensores notáveis.

Em junho de 2016, o empresário tecnológico Elon Musk afirmou que as chances são de “um bilhão para um” contra nós vivendo em uma “realidade base”.

Além do mais, alguns físicos estão dispostos a especular sobre a possibilidade. Em abril de 2016, vários deles debateram a questão no Museu Americano de História Natural em Nova York, EUA. Apesar de nenhum dos presentes terem proposto que somos seres físicos mantidos em algum tanque gosmento e criados para acreditarmos no mundo ao nosso redor, como em Matrix.

Em vez disso, há pelo menos duas outras maneiras de que o Universo ao nosso redor pode não ser "o real."

O cosmologista Alan Guth, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA, sugeriu que nosso Universo pode ser real, mas ainda assim um tipo de experiência de laboratório. A ideia é que nosso Universo foi criado por alguma superinteligência, assim como os biólogos criam colônias de microrganismos diariamente.

Não há nada, em princípio, que exclua a possibilidade de fabricar um universo em um Big Bang artificial, cheio de matéria real e energia, diz Guth.

A mesma sequer destruiria o universo em que foi feita. O novo universo criaria sua própria bolha de espaço-tempo, separada daquela em que ela foi “incubada”. Esta bolha seria rapidamente comprimida para fora do universo pai e perderia o contato com ele.

Esse cenário não muda realmente nada. Nosso Universo pode ter nascido de algo equivalente à um tubo de ensaio, mas é tão fisicamente “real” como se tivesse nascido “naturalmente”.

Voltando à Teoria da Simulação, existem cientistas e físicos proeminentes que não só pensam que é possível, como estão ativamente realizando experiências para provar isso. Uma equipe de físicos alemães pensa que, eventualmente, poderemos pintar um retrato melhor da chamada simulação numérica que é o nosso universo. Eles estão trabalhando para criar uma mini-simulação que requer restrições físicas para ser executada. Eles querem ver se essas mesmas restrições existem em nosso próprio universo.
Prestando ainda mais apoio a essa teoria, o físico teórico S. James Gate descobriu algo extraordinário em sua recente pesquisa da Teoria das Cordas. Essencialmente, no fundo das equações que utilizamos para descrever o nosso universo, Gate encontrou códigos de computador; e não apenas qualquer código, mas um extremamente peculiar código de bloco duplamente equilibrado auto-dual linear binário de correção de erros. Isso mesmo, códigos de correção binários — 1s e 0s — aparecem no núcleo quântico do nosso universo.

Gates diz que “[uma] conexão insuspeita sugere que estes códigos podem ser onipresentes na natureza e até mesmo incorporados na essência da realidade. Se isso é verdade, poderíamos ter algo em comum com os filmes de ficção científica Matrix, que retratam um mundo onde a experiência de cada ser humano é o produto de uma rede de computadores geradores de realidade virtual”.



05.

O Paradoxo de Fermi

Teorias bizarras, conspiração
Imagem via istock
Quando somos confrontados com o assunto de estrelas e galáxias, uma questão que atormenta a maior parte dos humanos é: “eixste vida inteligente lá fora?” Vamos colocar alguns números nessa questão:

Nossa galáxia tem entre 100 bilhões e 400 bilhões de estrelas; no entanto, este é quase o mesmo número de galáxias no universo observável. Então, para cada estrela da imensa Via Láctea, existe uma galáxia inteira lá fora. No total, existem entre 10^22 e 10^24 estrelas no universo. Isso significa que para cada grão de areia na Terra, existem 10.000 estrelas no universo (observável).

O mundo da ciência não está em total acordo sobre qual porcentagem dessas estrelas são parecidas com o Sol (similares em tamanho, temperatura e luminosidade). As opiniões tipicamente vão de 5% a 20%. Indo pela mais conservadora (5%) e o número mais baixo na estimativa total de estrelas (10^22), isso nos dá 500 quintilhões, ou 500 bilhões de bilhões de estrelas similares ao Sol.

Também há um debate sobre qual porcentagem dessas estrelas similares ao Sol poderiam ser orbitadas por planetas similares a Terra (com condições parecidas de temperatura, que poderiam ter água líquida e que poderia sustentar vida similar à da Terra). Alguns dizem que é até 50%, mas vamos ficar com os conservadores 22% que apareceram em um recente estudo no PNAS. Isso sugere que há um planeta similar à Terra, potencialmente habitável, orbitando pelo menos 1% do total de estrelas do universo: um total de 100 bilhões de bilhões de planetas similares à Terra.

Então existem 100 planetas parecidos com a Terra para cada grão de areia do mundo. Pense nisso na próxima vez que for à praia.

Daqui para a frente, nós não temos outra escolha senão sermos especulativos. Vamos imaginar que, depois de bilhões de anos de existência, 1% dos planetas parecidos com a Terra tenham desenvolvido vida (se isso for verdade, cada grão de areia representaria um planeta com vida). E imagine que em 1% desses planetas avance até o nível da vida inteligente, como aconteceu na Terra. Isso significaria que teríamos 10 quatrilhões, ou 10 milhões de bilhões de civilizações inteligentes no universo observável.
Voltando para a nossa galáxia e fazendo as mesmas contas usando a estimativa mais baixa de estrelas na Via Láctea, estimamos que existem 1 bilhão de planetas similares à Terra, e 100 mil civilizações inteligentes na nossa galáxia. (A Equação de Drake traz um método formal para esse processo limitado que estamos fazendo).

A SETI (Busca por Inteligência Extraterrestre, na sigla em inglês) é uma organização dedicada a ouvir sinais de outras vidas inteligentes. Se nós estivermos certos e houver 100 mil ou mais civilizações inteligentes na nossa galáxia, uma fração delas estaria emitindo ondas de rádio, ou raios laser, ou qualquer coisa para realizar contato. Então os satélites da SETI deveriam estar recebendo sinais de todo tipo, certo?

Mas não está. Nunca recebeu — pelos menos que temos notícia. Cadê todo mundo?

A tecnologia e o conhecimento de uma civilização mil anos à nossa frente poderia ser tão chocante quanto nosso mundo seria para uma pessoa medieval. Uma civilização um milhão de anos à frente poderia ser tão incompreensível para nós quanto a cultura humana é para os chimpanzés.

Existe algo chamado de Escala Kardashev, que nos ajuda a agrupar civilizações inteligentes em três grandes categorias, de acordo com a quantidade de energia que usam:

  • Uma Civilização Tipo I tem a habilidade de usar toda a energia de seu planeta. Atualmente nós não somos exatamente uma Civilização Tipo I, mas estamos perto (Carl Sagan criou uma fórmula para essa escala que nos coloca como uma Civilização Tipo 0,7);
  • Uma Civilização Tipo II pode colher toda a energia de seu sistema solar. Nosso débil cérebro Tipo I mal consegue imaginar como alguém faria isso, mas nós tentamos nosso melhor, imaginando coisas como a Esfera de Dyson.
  • Uma Civilização Tipo III ultrapassa fácil as outras duas, acessando poder comparável ao da Via Láctea inteira.

Continuando a especular, se 1% da vida inteligente sobreviver tempo suficiente para se tornar uma colonizadora de galáxias Civilização Tipo III em potencial, nossos cálculos acima sugerem que haveriam mil Civilizações Tipo III só em nossa galáxia. Dado o poder de tal civilização, sua presença provavelmente seria fácil de se notar. E, ainda assim, nós não vemos nada, não ouvimos nada e não fomos visitados por ninguém.

Então cadê todo mundo?

Sejam bem-vindos ao Paradoxo de Fermi.

O paradoxo de Fermi é um argumento originalmente proposto pelos físicos Enrico Fermi e Michael H. Hart, que apresentaram uma aparente contradição entre quantas civilizações alienígenas são pensadas existirem e nossa falta de evidência para a existência delas.

Se a Equação de Drake estiver certa e, literalmente, existam milhões de espécies inteligentes em nossa galáxia, é intrigante o fato de que não recebemos sinais ou mensagens de nenhuma delas. Isso é conhecido como o Grande Silêncio.

Ainda não há uma resposta para o Paradoxo de Fermi. O melhor que podemos fazer é conseguir “explicações possíveis”. E se você perguntar a dez cientistas diferentes qual o palpite deles sobre a explicação correta, você terá dez respostas diferentes. Sabe quando humanos de antigamente discutiam se a Terra era redonda, ou se o Sol girava em torno da Terra, ou achavam que os raios aconteciam por causa de Zeus? Por isso, hoje eles parecem primitivos e ignorantes; no entanto, esse é mais ou menos o ponto em que estamos neste assunto.

Ao analisar as hipóteses mais discutidas sobre o Paradoxo de Fermi, vamos dividi-las em duas grandes categorias: as explicações que supõem que não há sinal de Civilizações Tipo II e III porque elas não existem; e as explicações que sugerem que elas estão lá, só que não estamos vendo ou ouvindo nada por outros motivos, entre eles a Teoria do Grande Filtro.

A teoria do Grande Filtro diz que, em algum ponto entre o início da vida e a inteligência Tipo III, há uma barreira. Há algum estágio naquele longo processo evolucionário que é improvável ou impossível de ser atravessado pela vida. Esse estágio é chamado de O Grande Filtro.

Enfim, existem N razões para explicar o paradoxo e assunto para divagarmos, mas ficaremos por aqui pois essa é uma lista e ficaria bem cansativa a leitura se eu me estendesse mais.



04.

Nós vivemos em um multiverso que contém infinitos números de universos

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Reprodução/machinetics
A Teoria dos Multiversos — ou universos múltiplos — vem ganhando destaque entre físicos, astrônomos, matemáticos e filósofos de plantão. Ela foi formulada com base em diversos pensamentos contemporâneos sobre a criação do universo e a forma como seus infinitos elementos (entre planetas, estrelas e galáxias) se comportam no espaço. Portanto, seria impossível explicá-la por completo em um único artigo — quem dirá em um único item de uma lista!

De uma forma simplificada, o universo em que vivemos é apenas um de muitos outros (possivelmente infinitos) que existem, apesar de não podermos vê-os pois habitam em dimensões diferente da nossa. O nosso universo não seria o todo, mas apenas um dos universos que compõem o multiverso.

O fato é que ninguém provou ainda a teoria; porém, também não existem registros que comprovam que essa teoria não é verdadeira. O que, infelizmente, não é o suficiente para que ela seja aceita no meio científico. Existem, entretanto, diversos ensaios que tentam explicar a existência de universos múltiplos, e um deles é chamado de inflação cósmica.

Aqui, a palavra “inflação” tem um emprego um pouco diferente daquele que é utilizado no meio econômico. No começo de toda a existência, havia o vácuo e uma quantidade gigantesca de energia escura. Essa energia, cujo comportamento é imprevisível, começou a se expandir (ou inflar) criando diversos espaços sem vácuo.
Como acontece dentro de uma panela de pressão, o crescimento acelerado da energia escura passou a favorecer a formação de “bolhas” em grande quantidade. Assim, cada uma essas bolhas seria um universo, que se chocaria com outras bolhas e proporcionaria o surgimento de bolhas cada vez maiores (ou a explosão de cada uma delas).
Na teoria da inflação cósmica, que tenta explicar o surgimento dos Multiversos, o universo maior teria se expandido até o máximo. Isso teria formado uma espécie de redoma de onde os universos menores não poderiam escapar.

E  não para por aí, existe também a Interpretação dos Muitos Mundos

De acordo com uma hipótese planejada pelo físico quântico Hugh Everett, vivemos em um universo — ou mais precisamente um multiverso — onde cronogramas estão constantemente se ramificando e criando mundos distintos e coerentes, cada um experimentado por uma versão diferente de você.
Os físicos quânticos têm usado a IMM para conciliar uma lacuna desconfortável da “interpretação de Copenhague”, que é a afirmação de que um fenômeno não observado pode existir em estados duplos.

Então, ao invés de dizer que o gato de Schrödinger está vivo e morto, os defensores da IMM diriam que o gato simplesmente “se ramificou” em dois mundos diferentes: um em que ele está vivo e outro em que ele está morto.

Ou seja, existem infinitos vocês em infinitos outros universos, cada um deles tomou uma decisão diferente das que você tomou ao longo de sua vida, o que pode ter implicado em pequenas mudanças até em uma versão totalmente diferente de você e inclusive em tantos outros universos você sequer existe... você e até mesmo todo mundo! De fundir a cuca.

Recomendo uma conferida na seção sobre universos paralelos.



03.

SUNDS, a síndrome do pesadelo mortal

Teorias bizarras, conspiração
Reprodução/theghostdiaries
SUNDS (síndrome da morte noturna inexplicável), é um termo para designar mortes bizarras e inexplicáveis que ocorrem quando a pessoa está dormindo, sobretudo quando ocorre de estar sendo acometida por pesadelos.

A frase originou-se de uma investigação em 1960, quando o Dr. Gonzalo Aponte foi convocado para o Hospital Naval dos EUA em Guam para investigar a morte de 11 marinheiros filipinos, os quais todos pareciam ter morrido inexplicavelmente durante o sono após dias queixando-se de pesadelos. Embora as autópsias apresentassem alguns detalhes concretos, Aponte examinou o caso mais adiante e encontrou relatórios sobre a SUNDS que remontam até 1917.

Segundo o que se sabe até agora — a medicina — ela é uma síndrome onde o corpo é incapaz de coordenar corretamente os sinais elétricos que comandam os batimentos cardíacos durante o sono; de acordo com Matteo Vatta, professor de cardiologia da Faculdade de Medicina Baylor, em Houston.
As mortes pela síndrome essencialmente acontecem durante o sono, quando o coração bate mais lentamente, e os problemas elétricos que a síndrome causa ficam mais intensos. Então, o corpo se torna incapaz de regular as próprias batidas do coração, o que causa um espasmo fatal.
Alguns pesquisadores sugerem que as chances de morrer com a síndrome são maiores durante os pesadelos, quando há um estresse maior. No entanto, não existem evidências concretas que apontem que pesadelos são de fato "a gota d'água" da síndrome.
Até hoje, não foi desenvolvido nenhum tratamento contra ela, e a razão pela qual a síndrome afeta principalmente asiáticos é desconhecida. A SUNDS também é muito difícil de ser detectada, até mesmo com uma completa leitura do eletrocardiógrafo.

É claro que essas são possíveis explicações encontradas pela medicina, nada comprovado. Quando algo é difícil de se explicar pelos meios convencionais, surgem as explicações sobrenaturais.

Os japoneses chamam de pok-kuri. Os filipinos chamam de bangungot ou batibat. Para o povo Hmong do Vietnã e do Laos, é o tsob tsuang. Os homens taiwaneses, alguns dos quais usam batom na cama para enganar os "fantasmas noturnos", afirmam que é o phi am ou "o fantasma da viúva", um espírito malévolo que, como Freddy Krueger ou um dos ghouls sobrenaturais de The Grudge, rouba as almas dos jovens em seu sono.

Seja como for, a SUNDS por si só já é algo realmente assustador.



02.

A Matéria escura cria sua própria realidade paralela

Teorias bizarras, conspiração
Créditos: LIGO/A. Simonnet.
A matéria escura não pode ser vista diretamente, entretanto, tal como um animal pode inferir a existência de um predador ao ver sua sombra, os astrofísicos inferem a distribuição da matéria escura pela detecção de seus efeitos gravitacionais. Segundo a Teoria da Relatividade de Einstein, um objeto massivo pode distorcer a tessitura do espaço-tempo, desviando a trajetória dos raios de luz que emanam de galáxias no fundo, ampliando e distorcendo as imagens.

Existe entre cinco e seis vezes mais matéria escura do que matéria comum que inclui galáxias, estrelas, nebulosas e planetas. Porém, uma rede de aglomerados de matéria escura preenche o universo, o que faz com que, se olharmos para longe o bastante, poderemos observar suas “lentes cósmicas” em qualquer direção. O efeito dessas lentes é extremamente diminuto, mas colete-se um número suficiente de imagens e os cientistas serão capazes de realizar estudos estatísticos sobre elas.

Dito tudo isso, cosmologistas estão afirmando que podem ter descoberto um segundo tipo de matéria escura que não é difusa e pode interagir consigo mesma. Os efeitos disso podem ter sido detectados em 2012 por Christoph Weniger, um físico da Universidade de Amsterdã na Holanda, que detectou estranhos níveis de radiação no centro da galáxia. Ele acredita que é o sinal da invisível matéria escura se tornando algo visível.

Agora, os cosmólogos podem ser forçados a adotar uma visão estranha de algo que já era estranho para começar: a matéria escura pode ser tão diversificada quanto a matéria regular. De acordo com alguns cientistas, isso significa que poderiam haver estrelas escuras, orbitadas por planetas escuros que, teoricamente, poderiam abrigar vida escura, embora o que isso constituísse seja além da nossa compreensão atual do universo.

Para simplificar, podem existir sistemas estelares inteiros abrigando inclusive vida, coexistindo conosco, mas que não podemos ver (daí o motivo do "escura" no nome). Simplesmente incrível.

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01.

Precognição retroativa

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Reprodução/stateofmind
Num diálogo do livro “Alice no Outro Lado do Espelho”, de Lewis Carroll, a continuação do clássico “Alice no País das Maravilhas”, a Rainha Branca diz à Alice que tem memória nos dois sentidos, para o passado e para o futuro. Tese que a menina considera um absurdo: “Ninguém pode acreditar em coisas impossíveis”, rebate. A soberana, no entanto, explica que é somente uma questão de prática e a aconselha a imaginar ao menos seis coisas impossíveis antes mesmo do café da manhã. Menos cético que a carismática personagem, o renomado professor americano Daryl J. Bem, um dos mais proeminentes pesquisadores de psicologia de sua geração, segundo o “The New York Times”, ousou deixar de lado a regra silenciosa que paira sobre o ambiente acadêmico, segundo a qual tudo o que foge de uma explicação racional deve ser solenemente ignorado; desobedecendo a esse hermetismo em grande estilo, ao investigar a capacidade humana de antever o futuro, popularmente conhecida como premonição.

O mais recente estudo de Bem, publicado no “Journal of Personality and Social Psychology”, da Associação Americana de Psicologia, teve um efeito explosivo sobre a comunidade internacional. Menos por seu conteúdo, também bastante surpreendente, e mais pelas credenciais de seu autor, um notório professor de psicologia da Universidade de Cornell, Nova York, uma das mais prestigiosas dos Estados Unidos. Ele tem mais de 70 artigos publicados e é formado em física pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT). Até então, os trabalhos sobre as chamadas percepções extrassensoriais, também conhecidas como ESP (sigla em inglês para percepção extrassensorial) eram considerados menores, pouco científicos. O de Bem e sua equipe quebraram essa escrita. Em sua pesquisa, Daryl J. Bem relata nove experimentos feitos com mais de mil universitários. Os testes, reproduções de estudos clássicos sobre percepção extrassensorial, eram extremamente simples. Neles, os participantes tinham que antever que tipo de imagem iria aparecer no computador ou em qual das duas janelas mostradas na tela iria surgir uma foto. Quando o conteúdo em questão possuía teor erótico, os estudantes acertavam mais. “Isso entre pessoas comuns, escolhidas de forma aleatória. Meu palpite é de que se eu usar gente mais talentosa, melhor nisso, elas poderão prever qualquer foto”, disse o pesquisador, sem explicar o que quer dizer, ao certo, “gente mais talentosa”.

Segundo Bem, em oito dos nove experimentos houve um índice de acerto acima do que é considerado coincidência ou obra do acaso. Também foi feito um teste no qual o aluno escolhia se queria arriscar mais nas respostas ou se desistia de tentar. “Os que aceitaram correr mais riscos foram os que tiveram mais acertos”, conta Bem. O psicólogo é cuidadoso ao tirar suas conclusões, mas acredita que todo mundo pode ter capacidades precognitivas, embora uns as tenham mais desenvolvidas do que outros. Também explica que as percepções extrassensoriais são fruto do processo evolutivo no qual antever situações de perigo ou propícias à reprodução se tornaram vantajosas ferramentas de sobrevivência. Isso ajudaria a comprovar a existência de premonições.

Daryl Bem não é o único acadêmico a colocar a mão nesse vespeiro ao longo da história. Em 1934, o professor Joseph Banks Rhine lançou a primeira edição do livro “Percepção Extrassensorial” a partir de vários testes realizados na Universidade de Duke (EUA). Foi ele quem cunhou o termo “parapsicologia” como o nome da ciência que estuda tais fenômenos. Mais recentemente, em 2001, outro professor de psicologia e neurologia da Universidade do Arizona (EUA), Gary Schwartz, testou em laboratório cinco médiuns, entre eles o mais famoso da tevê americana, John Edwards. No experimento, que foi exibido no Brasil pelo canal pago History Channel, Edwards ficava separado de pessoas que queriam saber sobre seus entes falecidos. Eles não se viam, apenas se ouviam e, como no programa, Edwards apenas confirmava as informações. O índice de acertos, segundo o pesquisador, foi de 83%. Schwartz também já esteve na mira do implacável professor Hyman, de Oregon, que o acusou de forjar resultados. “Muitas vezes na história da ciência nós estávamos errados. Quando achamos que a terra era plana, quando consideramos que o sol girava em torno da terra e tantas outras vezes. Prefiro estar sempre aberto a qualquer possibilidade”, defende-se o professor do Arizona.


Fonte(s)  oddee, dailymail, fatosdesconhecidos, gizmodo, universoracionalista, istoé, misteriosdomundo, centralmatrix, climatologiageografica, hypescience.
Capa  singularity - alone, via youtube
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Est. 2013

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