Monstros

6 Relatos sobrenaturais sinistros

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Você alguma vez já passou por uma situação inexplicável, que desafia a lógica e o que temos como o padrão de normalidade em nosso mundo? Aparições desencarnadas, vozes do além, luzes misteriosas, criaturas sinistras... Esses são apenas algumas descrições de estranhos relatos vividos por pessoas comuns em todo o mundo. Quem será o próximo a viver uma situação parecida? Conheça 6 relatos de pessoas que passaram por algo do tipo:


06.

O Toque da morte

Relato de Velve d'Vharcan, Niterói - RJ [fonte]
Esse fato aconteceu comigo já há alguns anos. Eu devia ter mais ou menos 6 anos de idade quando isso aconteceu.

Minha família tem uma situação financeira estável em geral e nós damos festas e comemoração com alguma frequência. Esta foi de alguns tios em terceiro grau, meus. Eles resolveram caprichar e contrataram uma porrada de serviço para a festa e eu fiquei muito animado.
Uma hora eu estava voltando de um joguinho de futebol com meus primos e estava muito cansado e com sede, então me dirigi imediatamente a uma daquelas geladeiras com bebidas que tem em mercado, padaria, hospital etc...

Eu ia abrir a porta de vidro dela, estava quase colocando a mão na maçaneta quando meu braço de repente foi segurado por alguma coisa, eu olhei pra ele e havia uma mão de sombras espectrais me segurando. Imediatamente eu meio que ouvi uma voz na minha cabeça dizendo "Sai daí, não toca na maçaneta que eu tenho outro alvo."
Depois disso a mão sumiu e eu mais uma vez tentei abrir a porta, mas a mão apareceu de novo e dessa vez ela estava gelada.

Eu saí de lá e olhei pra trás justo na hora que um garçom estava indo pra geladeira. Eu tentei avisar, mas antes disso ele tocou a maçaneta, e nesse momento ele começou a ter convulsões e caiu ali mesmo. Eu fui buscar ajuda mas em vão, ele estava morto.
Depois mandaram examinar a geladeira, mas não encontraram nada de errado nela.



05.

Invasão do além

Relato de Luis Eduardo, Pará [fonte]
Esta historia é verídica! Quero dizer que o relato a seguir aconteceu comigo quando eu tinha 17 anos, em uma ilha paradisíaca no litoral Paraense chamada "Ilha do Algodoal".

Em novembro de 1983, tínhamos uma casa na citada ilha e minha irmã recém-casada possuía outra um pouco distante da dos meus pais. Em um final de semana resolvi ir para a ilha, e como não queria segurar a vela dos recém-casados, resolvi dormir na nossa casa.
Na época não havia energia elétrica na ilha, e apesar das insistências dela e do meu cunhado, resolvi ir para casa, já que eu não ia ficar sozinho, pois tínhamos caseiro, o qual era pescador local, um cara muito corajoso por sinal.
Nossa casa ficava em uma rua de frente para a praia e o final da rua ia para o manguezal. Naquele dia, só estavam por ali os nativos do lugar, pois era época fora de férias.

Saí para dar uma volta e retornei às 22:30. Obviamente saí junto com o caseiro, pois o lugar era lindo de dia, porém à noite a coisa complicava. Até os moradores do local respeitavam as altas horas, devido às suas crenças e medos.
Chegando em casa resolvi dormir na sala. Fechei a porta e perguntei se o caseiro ia pescar naquela noite, e ele disse que sim. Então me preparei para ter uma noite tranquila de sono.

Acordei lá pela meia-noite com o caseiro já de pé para ir pescar, porém o mesmo me tranquilizou e disse que não ia demorar, e que demoraria para sair só uns 15 minutos, tempo que levaria para pegar as iscas para usar pela manhã e ainda me convidou para ir com ele. Como eu estava muito cansado, recusei e fiquei em casa.
Passados uns 10 minutos após o caseiro sair, escutei vários cachorros latindo como se acuassem alguma coisa lá fora. Isso vinha do lado do manguezal. E aquele barulho estava se aproximando da minha casa.
Então fiquei olhando para ver o que poderia ser, foi quando ouvi a coisa mais horrível da minha vida:
Comecei a escutar gritos de mulher pedindo socorro e que estava morrendo e não aguentava mais.
Não cheguei a ver o que era, mas aquilo parou bem em frente da minha casa, enquanto os cachorros ficavam acuando a coisa e aquilo parecia que batia neles e brigava, e ao mesmo tempo gritava por socorro.

Quando tentei me levantar para fechar as janelas, não consegui mexer um dedo sequer, estava totalmente paralisado. Tentei gritar, porém a voz não saía, só podia mexer os olhos.
Aquela coisa parecia então que entrou no quintal de casa e começou a se arrastar fazendo um barulho, como se fossem ossos dentro de um saco. Meu desespero foi tão grande que naquela noite pedi até para morrer, pois não aguentava de tanto pavor diante daquele barulho de ossada se arrastando e pedindo socorro e dizendo que estava morrendo. Eu ficava imaginando como seria aquilo.

Rezei o pai nosso e ave maria e de nada adiantou. Quando comecei a rezar o CREIO EM DEUS PAI, aquilo foi se afastando devagar em direção à praia. Então consegui me mexer e desabei em choro de terror.
Passados uns 30 minutos, chegou o caseiro e contei-lhe o acontecido, e ele não demonstrou medo, porém ficou preocupado.
De manhã, conversando com os moradores locais, fiquei sabendo que outras pessoas já haviam passado pela mesma experiência, e que no lugar onde era nossa casa já havia morrido uma mulher durante o parto.

Amigos, não sei o era aquilo, de onde veio e para onde foi, mas não desejo ao pior inimigo os momentos de terror que passei naquela noite.



04.

Desabafo

Relato da leitora Eduarda Soares
Antes de mais nada, peço desculpa pelos erros...  Eu realmente preciso desabafar, e durante a semana eu não posso ir ao PC... :(

No mês de julho eu e a minha família fomos até a Turquia. A minha mãe estava louca para visitar esse país e o meu pai adora o oriente. Eu era a única que não me sentia animada para a viagem. Chegamos ao Aeroporto às 2:14 da manhã, o nosso voo era às 4:00. Quando despachamos as malas, fomos para a sala de espera, fazer hora até o avião chegar. Os meus pais aproveitaram para dormir e eu fiquei no celular. Por alguma razão eu me sentia extremamente desconfortável, e a situação piorou quando eu ouvi uma voz grave e macabra no meu ouvido sussurrando um longo "não". Me levantei e olhei para trás. Não estava absolutamente ninguém. Criei coragem e acordei a minha mãe e lhe contei o sucedido, ela disse que eu estava com sono e voltou a dormir. Então eu fui ate a janela ver os aviões descolarem. Alguns minutos depois, vi uma sombra alta na pista, olhando em minha direção. No momento eu pensei que era uma pessoa, então eu vi que um avião ia na direção dessa mesma sombra, comecei a fazer sinais para ele sair do caminho e ela me acenou. Ela tinha braços enormes, e o avião passou por cima dela, mas não tinha sangue ou um corpo morto. Dei um passo para trás e ouvi novamente o longo "não". Corri para o lado da minha mãe, se eu a acordasse de novo ela iria me matar, então acabei por adormecer ao lado dela. Quando acordei, estava no avião. Depois, durante 3 semanas tudo correu bem, nada de assombrações ou algo parecido.
Quando mudamos de resort, as coisas ficaram más. Sombras por todo o lado, sensação de estar a ser observada ou gargalhadas macabras. Contei à minha mãe e ela disse para eu não me preocupar, que estava tudo bem. Mas eu sabia que nada estava bem! Na penúltima noite, eu acordei e chamei a minha mãe, e ela reclamou que eram 3:00 da manhã, que eu a deixasse dormir. Mais ou menos 6 ou 7 minutos depois, eu deixei de sentir o corpo e senti algo a se sentar em minha cama. O dialogo foi assim:

— Boa noite! Como você está?
— Quem é você?- Eu estava cheia de medo
— Eu? Como assim, não me conhece?
— Se isso é algum tipo de brincadeira, para!
— Brincadeira? Eu só vim levar você!
— Me levar para onde?
— Onde você pertence, nunca deveria ter saído da trilha
— Você é louco?!
— Eu não! Mas ele é!
— E quem seria 'ele'?
— Você sabe... aquele que te protege do seu destino. Ele te avisou para não vir!
— Ah! Me deixe em paz!
— Quando você fizer seu 20° aniversário eu irei te buscar. Não adianta fugir!

Então a coisa se levantou da minha cama e eu consegui me mexer de novo. Olhei para o relógio, eram 4 da manhã. Agora estou novamente no Brasil e ando vendo sombras e pessoas andando em todo o lado. Eu tenho muito medo e sei que o que quer que fosse aquilo que falou comigo, me quer de volta...



03.

A Criatura da madrugada

Relato de Adriana Silva [fonte]
O que vou contar aconteceu comigo no ano de 1991, e jamais consegui explicações sobre o acontecido e nem consegui entender o que realmente aconteceu.

Nessa época eu era recém-casada, sendo que o meu marido trabalhava em uma empresa um tanto distante, e chegava em casa tarde da noite. Nós morávamos em um bairro um tanto afastado, sendo que eu ficava sozinha em casa até altas horas da noite, aguardando o meu marido chegar do trabalho.
Devido ao horário e ao local que morávamos, tendo muita mata em volta, eu ficava preocupada e só tranquila quando ele chegava em casa.

Certa noite, exatamente às 23:55, eu estava ansiosa para que o meu marido chegasse, e resolvi esperar ele no portão de casa. A rua estava deserta, só passavam alguns carros e eu continuei lá sozinha, olhando na direção em que meu marido chegaria.
O bairro em si, já era meio deserto por não possuir tantas casas, e eu ali no portão sozinha, esperando o meu marido chegar. Ficava acompanhando as horas no relógio, quando notei que era pontualmente 00:00 (Meia Noite). Nesse exato momento, de forma repentina, começo a ouvir um som como se fosse de um apito, desses que os vigias noturnos usam.

Fiquei procurando de onde viria aquele apito, tendo em vista que onde morávamos não haviam guardas noturnos. Então,  quando eu olho na direção do som, que era uma encruzilhada perto de um bosque que havia nas proximidades, vi algo muito estranho. Era uma forma parecida com um ser humano, mas com uma cor acinzentada e parecendo bem maltrapilho.
Era como se as roupas estivessem todas esfarrapadas e ele não andava, flutuava no ar, parecendo se deslocar aleatoriamente com uma velocidade muito grande. Ele se deslocava para um ponto e parava, depois ia em altíssima velocidade para outro ponto e parava novamente.

Eu vi aquilo e fiquei horrorizada, gelei. Nem sabia o que fazer. Então em um impulso automático, entrei correndo em minha casa e fiquei quietinha dentro de casa com medo que aquilo me seguisse e derrubasse a porta.
Fiquei ali tremendo até o meu marido chegar. Quando ele chegou eu contei o que havia acontecido, e ele disse que não viu nada lá fora no momento em que entrou.

Não sei o que era aquilo e porque se deslocava daquela forma. Foi horrível a sensação de medo. Até hoje tenho medo de sair de casa sozinha de madrugada.



02.

A criatura de olhos vermelhos

Relato de Alexandre [fonte]
Vou contar um fato que aconteceu comigo quando eu tinha 11 anos.

Na rua onde cresci havia uma casa que estava sempre vazia, com uma árvore bem na frente e uma planta, que não sei o nome, que forma um arbusto de mais ou menos 1,5 m de altura. Ela ficava ao lado da casa de meus pais.
Durante o dia brincávamos por toda rua e até na frente dessa casa, mas nunca entrávamos no pátio dela, apesar de não ter muros na frente evitávamos, naturalmente evitávamos.

Uma noite, lá pelas 20 h, decidi voltar para casa para tomar banho e jantar. Até então nunca havia acontecido nada de anormal em relação à casa abandonada, mas ao entrar pelo portão da garagem da casa dos meus pais,  decidi olhar para o lado. Então olhei em direção ao muro baixo de 1,4 m de altura que dividia a casa dos meus pais da casa abandonada.
Bem atrás desse muro ficava o tal arbusto de 1,5 m. Quando olhei para o muro,  percebi uma mão com dedos muito magros e longos, saindo dos arbustos e se apoiando no muro. Em seguida veio outra mão, como se a coisa estivesse de cócoras sob o arbusto e fosse me espiar sobre o muro, e depois veio a cabeça da coisa... Era cor verde militar ou marrom, careca, com olhos completamente cor grená, olhos horríveis.

Do lado da cabeça parecia ter um pouco de cabelos, mas em cima era careca, horrível. Nos encaramos por um segundo, o pânico tomou conta e entrei gritando na garagem. Chamei minha mãe que veio olhar o que houve. Contei à ela detalhadamente, com muito mais detalhes que agora.
Meu pai veio com a lanterna e olhou do outro lado do muro e disse que o capim alto estava amassado mesmo. Depois ele entrou com a lanterna até o fundo do pátio dessa casa abandonada, enquanto eu e minha mãe esperávamos. Depois de um tempo ele voltou, olhou nos meus olhos e disse firme: "Nunca mais entre nesse pátio!".
Uns anos depois ele comprou o terreno ao lado e demoliu a casa, tirou até as fundações... Ele falou que foi pra aumentar nosso terreno, fazer piscina e garagem... pode ser. Desculpem algum erro de ortografia, mas é que relembrar e escrever essas coisas, me deixaram um pouco inquieto...

O que seria aquela estranha criatura, de onde ela veio e para onde ela foi? Qual seria o seu objetivo naquele local? Porque surgiu exatamente ali? O que haveria nas entranhas daquela estranha casa?
Essas são perguntas que jamais serão respondidas, pois as criaturas e fenômenos sobrenaturais agem de forma desconhecida, provocando fatos além da imaginação!



01.

O Senhor dos cemitérios

Nelson Barbosa, Bahia [fonte]
Chamo-me Nelson, sou casado e moro em Feira de Santana, na Bahia. O fato relatado por mim, nestas linhas, aconteceu comigo, minha esposa Cirema e minha sogra Delsuíta, há cerca de uns seis anos, quando Delsuíta resolveu fazer consultas com uma senhora em um Centro Espírita.

O problema surgiu quando ela começou a ter pesadelos com o marido que já havia falecido há anos. Neles, o via entrar no quarto vestido de preto, subir na sua cama e tentar estrangulá-la.
Após inúmeras vezes passando noites assim, tinha vezes que a coitada se dopava de café para não dormir.
Ela, que não era muito religiosa, mas devido ao acontecido, resolveu então ir fazer uma consulta com uma conhecida mediúnica.
O dia então chegou. Eu e minha esposa passamos na casa dela e a conduzimos ao Centro Espírita.
Chegando lá, fiquei aguardando as duas fora do estabelecimento. As horas voaram. Logo ficou bem tarde da noite.
Eu já estava sonolento quando ambas terminaram de ser atendidas. Assim, fomos para o ponto de táxi. Próximo ao ponto, cerca de uns sessenta metros, não pude deixar de notar um cemitério.

Conversávamos para passar o tempo, quando notamos, ao longe, o vulto de um homem que se aproximava. Não seria nada demais, se não fosse pelo fato de que à certa distância, ele já aparentava ser bem alto, como se estivesse montado a cavalo. Logo começamos a ouvir seus passos. Incrível, ele tinha um pouco mais dois metros, imagino, usava um chapéu e um casaco preto, com algo que lembrava uma capa. Parecia ter saído de um filme.

Quando ele passou por nós, notamos que em seu rosto não existia vida nenhuma, parecia um boneco de cera (com grandes olhos negros) da pior qualidade. Pensei: — É uma brincadeira de mal gosto de algum miserável desocupado. Minha sogra gritou: — Não o encarem! É o guardião das almas perversas! Rezem, minhas crianças! Rezem!
Desesperados, com os olhos evitando-o, rezamos, trocando palavras mas sem parar. Ele então, deu um terrível urro, que mais parecia o de um boi sendo esquartejado vivo. Minha esposa quase perdeu os sentidos, eu tremia dos pés a cabeça. De repente deu um vento fortíssimo, levantou a poeira do chão numa espécie de redemoinho e o espectro diabólico se dissolveu. Um cheiro de coisa estragada tomou todo o ar a nossa volta. Minha esposa, então, voltou a si, então eu a coloquei em meus braços e nós três corremos para o próximo quarteirão, onde já se podia ver outras pessoas, que quando nos viram chegarmos assustados, logo perguntaram: — O que foi ? Minha sogra olhou para mim, como quem dizia: — Tome cuidado com o que vai dizer. Eu então disse, para não acharem que éramos loucos: — Quase fomos assaltados. Alguns nos olharam desconfiados. Acredito que nossos olhos nos denunciavam para as pessoas que a verdade não era aquela.

Daí fomos para uma rodoviária, não falamos uma só palavra, esperamos até o dia amanhecer. Fomos para casa e ficamos dias pensando se era ou não possível que dois mundos tão diferentes, o das almas e o dos vivos, se colidissem daquela maneira. Minha esposa nunca mais tocou no assunto. Minha sogra já faleceu há alguns anos.
Acredito que, naquela noite, pagamos um preço por termos nos arriscado tanto em um terreno onde nós não nos encaixávamos.

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