Monstros

14 Casos históricos de ataques de lobisomens

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Em 1550 a.C. na Grécia, o rei de Arcádia, Licaão, tentou matar Zeus. Em outra lenda, Licaão fez um sacrifício humano e a ira divina recaiu sobre ele. Ou Licaão serviu a Zeus carne humana. Ou ainda, Licaão sacrificou ao deus o seu próprio filho. Em todas essas lendas, o final é o mesmo. O rei foi transformado para sempre em lobo como castigo. Mas se não se alimentasse de carne humana por dez anos, recuperaria o aspecto de homem.O termo "Licantropo" foi derivado dessa história.
Anteriormente, publiquei sobre registros históricos de ataques de vampiros, agora reuni 14 casos históricos de licantropia, ou seja, lobisomens.

Superstição? Exagero? Julgue por si mesmo:


14.

Gilles Garnier

França
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No século XVI, na região de Dole, na França, uma proclamação foi lida em praça pública autorizando os moradores a rastrear e matar um suposto lobisomem que vinha aterrorizando a aldeia.

Enquanto caminhava pela floresta, um grupo de camponeses ouviram os gritos de uma criança pequena acompanhado pelo uivo infernal de um lobo. Armados, eles correram até o local de onde vinham os gritos, e viram uma criança ferida lutando contra uma criatura descrita como monstruosa, que fugiu ao ver tantas pessoas chegando.
Mais tarde, uma criança de dez anos desapareceu e ao ser investigado, descobriram a casa de Gilles Garnier, um eremita que vivia isolado e que declarou ser um lobisomem devorador de pessoas.

De acordo com seu depoimento no julgamento, uma noite, enquanto Garnier estava na floresta caçando, tentando encontrar comida para si e sua esposa, um espectro apareceu para ele se oferecendo para aliviar seus problemas e deu-lhe uma pomada que lhe permitiria mudar para a forma de um lobo, tornando mais fácil sua caçada. Garnier confessou ter perseguido e assassinado pelo menos quatro crianças com idades entre 9 e 12 anos. Em outubro de 1572, sua primeira vítima foi uma menina de 10 anos de idade, a quem ele arrastou para uma vinha fora de Dole. Ele estrangulou-a, tirou a sua roupa, e comeu a carne de suas coxas e braços. Quando ele terminou, tirou um pouco de carne e levou-a para casa, para sua esposa. Semanas mais tarde, Garnier atacou selvaticamente outra menina, mordendo e arranhando-a, mas foi interrompido por transeuntes e fugiu. A menina sucumbiu aos seus ferimentos, alguns dias depois. Em novembro, Garnier matou um menino de 10 anos de idade, comendo a carne de suas coxas e barriga e arrancando uma perna para guardar para mais tarde. Finalmente, ele estrangulou outro menino, mas foi interrompido pela segunda vez, por um grupo de transeuntes. Ele teve de abandonar a sua presa antes que pudesse comer ela.

Garnier foi considerado culpado de "crimes de licantropia e bruxaria" e queimado na fogueira em 18 de janeiro de 1573. Apesar de Garnier ter sido queimado na fogueira, o julgamento foi feito pelas autoridades seculares e não pela Inquisição. Mais de cinquenta testemunhas depuseram que ele atacou e matou as crianças nos campos e vinhas, devorando sua carne crua. Ele foi visto às vezes em forma humana, por vezes, como um "loup-garou" (também conhecido como rougarou, uma criatura canibal das lendas francesas, similar ao lobisomem).



13.

Os lobisomens de Greisfswald

Alemanha
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De acordo com registros antigos de 1640, a cidade alemã de Greifswald foi invadida por lobisomens. A população licantropa tornou-se tão grande que eles literalmente tomaram a cidade, partindo de seu quartel general em um casebre na rua Rokover. Qualquer ser humano que se aventurasse depois de escurecer, corria um sério perigo de ser atacado e morto por um grande grupo de lobisomens.

Com o decorrer dos eventos, finalmente um grupo de estudantes ousados decidiu que já estavam fartos de viverem no medo e ficarem acovardados dentro de suas casas durante a noite. Uma noite, eles se uniram e foram lutar contra os monstros. Embora os alunos tivessem conseguido lutar bem, eles eram praticamente impotentes contra os poderosos lobisomens.
Mas, em seguida, um rapaz inteligente sugeriu que eles reunissem toda as suas pratarias: botões, taças, fivelas de cinto, e assim por diante, e derretessem-nas em balas para suas espingardas e pistolas. Assim armados, os alunos se organizaram mais uma vez para desafiar o domínio dos lobisomens — e desta vez, eles conseguiram abater os monstros e livraram Greifswald dos licantropos.



12.

O Lobo de Ansbach

Alemanha
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Em 1685 a cidade bávara de Ansbach estava sendo aterrorizada por um grande lobo feroz devorador de homens que atacou e matou várias pessoas. Dizem que o lobo atacava somente mulheres e crianças, por fazer esta distinção e pelo tamanho exagerado da criatura, os cidadãos de Ansbach acreditavam que se tratava de um lobisomem.
Durante uma caçada, composta por muitos homens e organizada pelos moradores de Ansbach, a criatura foi perseguida até que pulou em um poço. Acuado, o lobo foi morto e seu cadáver foi exposto em um desfile pela cidade. Dizem que a criatura estava vestida com roupas de homem e, para se certificar que estava realmente morta, foi enforcada em praça pública.
Os moradores acreditavam que a real identidade do lobo seria o burgomestre (palavra utilizada para designar o prefeito da cidade) e a visão dela enforcada foi muito chocante e narrada em vários documentos históricos.
Após a exposição, sua carcaça foi movida para o museu.



11.

O lobisomem de Klein-krams

Alemanha
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Nos tempos antigos, haviam extensas florestas ricas em caças, nas proximidades de Klein-Krams, perto de Ludwigslust, Alemanha. Grandes caçadas foram realizadas na área, por esportistas que vieram de toda a Alemanha para testar a sua destreza em abater animais. Durante anos, porém, os caçadores tinham sido frustrados pelo aparecimento de um grande lobo que parecia ser imune a qualquer bala. As vezes, o animal parecia zombar deles por se aproximar a uma distância de disparo fácil, mas não importava quanto chumbo fosse gasto, o lobo partia intacto, sempre.

Ora, aconteceu que, durante uma grande caçada em que um dos participantes, um jovem oficial de cavalaria, estava viajando pela aldeia, quando sua atenção foi capturada por um grupo correndo e gritando para fora de uma casa. Não vendo nada perseguindo-os que causaria tal pânico, ele parou um dos jovens e perguntou qual era o problema. A criança disse a ele que nenhum adulto da família Feeg estava em casa com exceção de seu filho pequeno e que quando ele era deixado sozinho, era seu costume se transformar em um lobisomem e aterrorizar as crianças da vizinhança. Todos eles fugiram quando ele se transformou, porque não queriam ser mordidos.
O oficial estava confuso com tal imaginação fantasiosa das crianças, que pensou que eles estivessem brincando. Mas então, ele teve um vislumbre de um lobo na casa, e nos próximos momentos, um pequeno menino estava em seu lugar.



10.

O lobisomem de Pavia

Itália
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Em 1541, Pavia, Itália, um fazendeiro-lobisomem (!!) atacou muitos homens no continente e os dilacerou em pedaços. Depois de muita dificuldade para capturá-lo, o maníaco foi pego, e ele, em seguida, garantiu a seus captores que a única diferença que existia entre ele e um lobo natural, era que em um verdadeiro lobo o pelo crescia para fora, enquanto que nele, cresciam para dentro. A fim de colocar essa afirmação à prova, os magistrados, certamente tão cruéis e sanguinários quanto ele, cortaram-lhe os braços e as pernas. O infeliz morreu da hemorragia decorrente da mutilação.



09.

O lobisomem de Chalons

França
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Um dos piores licantropos de todos os tempos foi o Lobisomem de Chalons, também conhecido como o Alfaiate Demônio. Ele foi indiciado em Paris, em 14 dezembro de 1598 sob a acusação de assassinatos que foram tão terríveis que o tribunal ordenou que todos os documentos da audiência fossem destruídos. Até mesmo seu nome verdadeiro tornou-se perdido na história. A historia foi preservada pela cultura popular e por alguns relatos que diziam que o homem era uma criatura do mal que foi queimado em praça pública até a morte.
Condenado à fogueira por seus crimes, acreditava-se que ele atraía crianças de ambos os sexos em sua loja, e após ter abusado delas, ele cortava suas gargantas e depois vestia os seus corpos, articulando-os, como um açougueiro corta a carne. No crepúsculo, sob a forma de um lobo, ele vagava na floresta para atacar vadios transeuntes e rasgar suas gargantas em pedaços. Barris de ossos secos foram encontrados escondidos em suas adegas, bem como outras coisas sujas e hediondas. Ele morreu (foi dito) proferindo blasfêmias.



08.

O lobo de Sarlat

França
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O lobo de Sarlat atacou e feriu dezessete pessoas em Sarlat, na França de 1766. Ao contrário de outros animais que se tornaram conhecidos como lobos devoradores de homens. Este ganhou fama de lobisomem por atacar sobre as patas traseiras, (como um bípede) ferindo o rosto e pescoço de suas vitimas.
Um burguês, inconformado com as mortes, organizou um grupo de caça composto por cem homens que partiu em busca do lobo. Na caçada, o lobo ainda feriu dois caçadores, até que foi morto pelo restante dos homens.
Na narrativa, descrita em documentos, os caçadores afirmavam que o lobo era muito grande e que possuía características de lobos e raposas. Logo rumores circularam dizendo que a criatura poderia ser realmente um lobisomem



07.

Claudia Gaillard

O lobisomem de Borgonha
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Claudia Gaillard foi uma das centenas de almas infelizes levadas a julgamento pelo caçador de bruxas Henry Boguet. De acordo com testemunhas, ela foi vista atrás de um arbusto assumindo a forma de um lobo sem rabo. Por este grande pecado, ela foi torturada. Quanto às torturas, o juiz comentou: "Todos estão de comum acordo contra ela. Ninguém nunca a viu derramar uma única lágrima, qualquer que tenha sido o esforço para que ela derramasse lágrimas." Claudia foi então queimada até a morte na fogueira.



06.

Os lobisomens de Poligny

França
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Em 1521, Jean Boin, Inquisitor de Besançon, julgou Philibert Montot, Pierre Bourgot, e Michel Verdun por terem feito um pacto com o diabo e por licantropia. Esses homens se tornaram conhecidos como os lobisomens de Poligny.

Eles ficaram sob suspeita quando um viajante de passagem pela área, foi atacado por um lobo. Ao defender-se, ele foi capaz de ferir o animal, obrigando-o a recuar. Seguindo o rastro da criatura ferida, o homem chegou a uma cabana onde encontrou um morador local, Michel Verdun, sob os cuidados de sua esposa, que estava lavando a ferida em seu corpo. Acreditando que a lesão de Verdun fosse similar à infligida por ele, o homem informou às autoridades. Preso e torturado, Verdun admitiu que ele era um metamorfo. Ele também revelou os nomes de seus dois cúmplices de licantropia, bem como confessou crimes hediondos: satanismo, assassinato, e canibalismo. Os três homens foram condenados e prontamente executados e queimados em praça pública.



05.

O lobisomem de Benandanti

Livonia (atuais Letônia e Estônia)
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Este caso foi julgado em 1692, Jurgenburg, Livonia, situada numa área leste do Mar Báltico, rica em folclore de lobisomem. Tratava-se de um homem de 80 anos chamado Thiess.

Thiess confessou ser um lobisomem, dizendo que seu nariz havia sido quebrado por um homem chamado Skeistan, um alegado bruxo. Segundo o depoimento de Thiess, Skeistan e outras bruxas, estavam impedindo as colheitas da área de crescer. Seu propósito por trás disso era levar os grãos para o inferno (abastecer a padaria do capiroto, quem sabe). Para ajudar a cultura a continuar a crescer, Thiess junto à um bando de outros lobisomens, desceu ao inferno para lutar contra as bruxas e recuperar os grãos.
A batalha entre lobisomens e bruxas ocorreu durante três noites do ano: Santa Lúcia, Pentecostes e São João (as mudanças sazonais). Se os lobisomens fossem lentos em sua descida, as bruxas trancariam as portas do inferno, e as culturas, o gado, e até mesmo a pesca sofreria. Como armas, os lobisomens carregavam barras de ferro, enquanto as bruxas utilizavam cabos de vassoura. Skeistan quebrou o nariz Theiss "com um cabo de vassoura envolto em um rabo de cavalo".

Os juízes ficaram espantados com tal testemunho, pois haviam suposto naturalmente que os lobisomens fossem agentes do diabo. Mas agora eles estavam ouvindo que os lobisomens estavam lutando contra o diabo. Quando perguntado sobre o que acontece com as almas dos lobisomens, Thiess disse que vão para o céu. Ele insistiu que lobisomens eram os "cães dos Deuses" que ajudavam a humanidade, impedindo o Diabo de levar embora a abundância da terra. Se não fosse por eles, todos sofreriam. Ele disse que haviam lobisomens na Alemanha e na Rússia, ambos lutando contra bruxas em seus próprios infernos.

Thiess foi determinado em sua confissão, negando que ele houvesse assinado um pacto com o diabo. Ele se recusou a ver o pároco, que foi enviado para a castigá-lo, dizendo que ele era um homem melhor do que qualquer padre. Ele alegou que não foi nem o primeiro nem o último homem a se tornar um lobisomem, a fim de lutar contra as bruxas.
Finalmente, os juízes, provavelmente por causa do desespero, condenaram Thiess a dez chicotadas por atos de idolatria e crenças supersticiosas.



04.

Os lobos de Paris

França
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No inverno de 1450, Paris foi invadida. Não por um exército invasor, mas por uma matilha de lobos devoradores de homens.
Para piorar a situação, a França tinha sofrido mais de um século de guerra brutal pela posse da coroa francesa. (Esta foi a chamada Guerra dos Cem Anos, que na realidade foi uma série de guerras ao longo de um período de 116 anos). Como resultado da guerra, o povo francês estava sob uma carga extrema para sobreviver. As fazendas e florestas foram levadas ao seu limite para alimentar a população.
Com esse cenário caótico, entrou em ação a terrível matilha — pode até parecer roteiro de um filme, mas isso realmente aconteceu. Durante seu reinado de terror, eles mataram cerca de 40 parisienses.

O líder dessa matilha era chamado de “Courtaud” ou "Bobtail" e os relatos escritos sobre ele dizem que sua cor era avermelhada e que não possuía rabo (assim como no item #7). Na época, as pessoas estavam convencidas que a matilha não era composta por lobos comuns, pois possuíam um nível maior de inteligência, fato este que resultou na morte das 40 pessoas ditas anteriormente.
Com tantas mortes ocorrendo, o governo teve que agir. Uma unidade composta pelos parisienses mais destemidos, se armou com objetos pontiagudos de prata e montaram um plano de ataque. Cercaram o terrível bando de supostos lobisomens e os levaram até a Île de la Cité — o coração da cidade.
Encurralados, a matilha foi apedrejada e morta, espetados com os objetos de prata em frente à Catedral de Notre Dame, pondo fim ao reino de terror dos lobos. Essa história é bem famosa e descrita nos registros históricos da cidade.



03.

Os lobos de Périgord

França
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Os lobos de Perigord eram uma bando de lobos comedores de homens que atacavam a região de Perigord, na França, em fevereiro de 1776. Os registros históricos dizem que os lobos mataram dezoito pessoas e fizeram muitas outras vítimas antes de serem eliminados.
Louis XV teve interesse pessoal no caso, premiando um homem por sua coragem em salvar uma vítima dos lobos com a promessa de uma recompensa em dinheiro e a isenção de serviço militar para seus filhos. O homem, que estava em seus sessenta anos e armado com um facão, tinha resgatado dos lobos sanguinários um atirador armado e seus companheiros, quando a pólvora deles havia esgotado.

Registros indicam que os cidadãos de Périgord, conhecida como Sieurs de Fayard, mataram três lobos, e um caçador profissional matou um quarto. A caça geral terminou com a morte de dois lobos, um macho e uma fêmea. A fêmea foi observada como tendo uma dupla fileira de dentes no maxilar, sugerindo a possibilidade de hibridação de cão-lobo. Entretanto, havia outra teoria de que tratava-se de um bando de lobisomens, devido ao seu modus operandi e o foco em atacar seres humanos.



02.

O lobo de Soissons

França
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O Lobo de Soissons foi um lobo devorador de homens que aterrorizou a comuna de Soissons a nordeste de Paris, durante um período de dois dias em 1765, atacando dezoito pessoas, quatro das quais, morreram em consequência dos ferimentos.

As primeiras vítimas do lobo foram uma mulher grávida e seu filho ainda não nascido, ocorrido na freguesia de Septmont no último dia de fevereiro. Os moradores diligentes, pegaram o feto do segundo trimestre de gestação do ventre para ser batizado antes que morresse, quando então o lobo atacou novamente a menos de trezentos metros do local do primeiro ataque. Uma Madame d'Amberief e seu filho, sobreviveram apenas por terem lutado juntos.

Em 1 de março, perto da aldeia de Courcelles, um homem foi atacado pelo lobo e sobreviveu com ferimentos na cabeça. As próximas vítimas foram dois rapazes, chamados Boucher e Maréchal, que foram atacados na estrada para Paris, ambos ficaram gravemente feridos. Um agricultor que andava a cavalo, perdeu parte de seu rosto para o lobo, antes deseguir para uma usina local, onde um garoto de dezessete anos de idade foi pego de surpresa e morto. Após essas atrocidades, o lobo fugiu para Bazoches, onde parcialmente decapitou uma mulher e feriu gravemente uma menina, que correu gritando para a aldeia pedindo ajuda. Quatro cidadãos de Bazoches armaram uma emboscada com o corpo da última vítima, mas quando o lobo voltou, ele foi mais forte do que eles esperavam, e os moradores logo se viram lutando por suas vidas. A chegada de mais camponeses da aldeia, finalmente, fez o lobo fugir, passando por um pátio onde ele lutou com um cão acorrentado. Quando a corrente se partiu, o lobo foi perseguido por um pasto, onde anteriormente ele havia matado um número de ovelhas, e em um estábulo, onde um servo e gado foram mutilados por ele.

O episódio terminou quando uma Antoine Saverelle, ex-membro da milícia local, rastreou o lobo até uma pequena pista, armado com um tridente. O lobo saltou em sua direção, mas ele conseguiu prender a cabeça do animal no chão com o instrumento, mantendo-o pressionado por cerca de 15 minutos, até que um camponês armado veio em seu auxílio e matou o animal. Saverelle recebeu uma recompensa de trezentas libras do rei Luís XV da França por sua bravura.
O veredito para o animal, devido ao seu tamanho descomunal e inteligência incomum, era de que tratava-se de um lobisomem.



01.

Jean Grenier

França
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Durante o início da primavera do ano 1603, um verdadeiro reino de terror se espalhou através dos distritos de St. Sever da Gasconha, no extremo sudoeste da França, departamento de Landes. A partir de uma série de pequenas vilas e aldeias menores, crianças começaram a desaparecer misteriosamente fora dos campos e estradas, e nenhum vestígio foi descoberto. Em um exemplo, mesmo um bebê foi roubado de seu berço em uma casa enquanto a mãe o havia deixado por um curto espaço de tempo, dormindo. As pessoas falavam de lobos; outros balançavam a cabeça e sussurravam algo pior.

A consternação estava no auge, quando o magistrado local aconselhou o Juiz de Barony de la Roche Chalais e de la Chatellenie que a seguinte informação tinha sido colocada a sua frente por três testemunhas, das quais uma delas — uma menina de 13 anos chamada Marguerite Poirier do povoado ao redor de St-Paul, na Paróquia de Esperons — jurou que em um dia de lua cheia, ela tinha sido atacada por um animal selvagem, muito semelhante a um lobo. A menina afirmou que enquanto ela estava cuidando do gado, uma fera peluda, não muito diferente de um cachorro enorme, saiu correndo do mato e rasgou sua túnica com os seus dentes afiados. Ela só conseguiu salvar-se de ser mordida graças ao fato de estar armada com uma barra de ferro com a qual ela mal conseguia se defender dos ataques da criatura. Além disso, um rapaz de treze ou catorze anos, Jean Grenier, foi acusado de ser quem atacou Marguerite, na forma de lobo, e se não fosse pela barra de ferro, ele teria dilacerado a garota, como ele já teria feito à três ou quatro crianças, anteriormente.

Outra testemunha, foi a garota Jeanne Gaboriout de 10 anos, que relatou que um dia, enquanto ela estava cuidado de seu gado, juntamente com outras meninas, Jean Grenier se aproximou dela e perguntou qual das pastoras era a mais bonita. A menina lhe perguntou por sua vez, por que ele queria saber disso.
"Porque", ele respondeu: "Eu quero me casar com uma pastora; e se for você, então eu quero me casar com você."
Ela lhe perguntou sobre seu pai. "Ele é um sacerdote", ele respondeu.
Durante a conversa, a menina disse que ele estava muito avermelhado. Ele respondeu que estava assim a pouco tempo. Ela, então, perguntou se ele havia ficado tão vermelho devido ao calor ou ao frio, ao que ele respondeu que tinha sido causado pela pele de lobo avermelhado que ele estava usando. Então, a menina perguntou-lhe onde ele tinha conseguido tal pele e ele explicou que tinha sido um tal de Pierre Labourutt que tinha dado a ele. A pastora queria saber quem era, então Jean disse que ele era um homem que possuía um colar de ferro e que trouxe sofrimento para ele, que ele mantinha várias pessoas em sua casa, em cadeiras que queimavam, outros em camas em chamas, e outros ainda que eram assados — uns esticados como se estivessem em uma churrasqueira, outros em um grande forno. A casa em si foi dita como tendo quartos que eram enormes e escuros. (Inferno, agora?)

Jean Grenier disse que quando ele vestia a pele do lobo, ele se transformava em um lobo, ou qualquer outro tipo de animal que ele quisesse se tornar, e que, enquanto transformado em um lobo ele havia matado alguns cães e tinha sugado o sangue deles, e que no entanto, não tinham um sabor bom, e acrescentou que as crianças e meninas pequenas eram muito mais saborosas. Ele disse que seria transmutado na forma de um lobo durante todas as fases da lua, às segundas, sextas e sábados, e apenas uma hora durante o dia, perto da noite e da manhã. Ele iria vagar pela vizinhança com os outros nove como ele, alguns dos quais ele havia revelado o nome, sempre nos mesmos dias e no mesmo horário. Esta informação tornou-se a confirmação de sua prisão. Ele foi capturado, interrogado e durante o interrogatório, ele admitiu a culpa de mais crimes do que os relatados por testemunhas.


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Imagem de capa   Blood Moon, filme