10 Terríveis médicos nazistas desconhecidos

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Todos nós já ouvimos sobre as atrocidades cometidas por médicos durante o regime nazista. Esses atos terríveis tendem a ser, em grande parte, personificados por Josef "Anjo da Morte" Mengele e um punhado de outros, menos conhecidos médicos do Terceiro Reich, como Erwin Ding-Schuler. No entanto, existe, na verdade, toda uma série de médicos nazistas praticamente desconhecidos que cometeram crimes indescritíveis contra a humanidade durante a Segunda Guerra Mundial e os acontecimentos que levaram à ela.



10.

Friederich Mauz

médicos nazistas, doutores, nazi, 3 reich, hitler, alemanha, segunda guerra, experimentos com humanosÀ primeira vista, Friedrich Mauz pode parecer uma pessoa estranha para se chamar de "aterrorizante." Ele era um psiquiatra de sucesso antes de 1930, mas sua carreira estagnou durante o regime nazista, porque, como ele mesmo apontou, ele era uma pessoa muito apolítica e, portanto, não era um dos favoritos da corte de Hitler. Ele se descreveu como um médico bom, de moral, que foi forçado a participar de atrocidades nazistas, e a história certamente concordou com ele em primeiro lugar. Ele foi inocentado nos julgamentos de desnazificação de 1946, mantendo tanto a sua licença como sua carreira na recém-formada República Federal da Alemanha. No entanto, a verdade é bem diferente da imagem que Mauz gostava de pintar. Suas dificuldades de carreira foram devidas ao fato de que seu trabalho científico foi considerado péssimo, e sua área de especialização, psicoterapia, não era muito popular na época. Ele percebeu isso e logo ajustou seu trabalho para servir aos interesses nazistas. Em pouco tempo, Mauz serviu como um "expert em eutanásia adulta" para o Programa T4, o plano nazista para matar pessoas que o Reich considerava indignas de viver. Sim, este homem supostamente manso e moral, passava os dias criando diversas formas de assassinatos nazistas em massa — e, eventualmente, o Holocausto.



09.

Klaus Schilling

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O aposentado Dr. Klaus Schilling era o maior especialista do mundo em doenças tropicais, quando a Segunda Guerra Mundial foi deflagrada. Sua aposentadoria não durou muito tempo, como Heinrich Himmler ordenou-lhe a volta aos negócios com instruções para chegar a um remédio perfeito para a malária, uma doença que estava impedindo a máquina de guerra nazista no norte da África. Schilling estava bem com isso, mas não lhe apetecia ter de ir para os trópicos para testar seus remédios. Afinal de contas, os campos de concentração eram muito mais próximos.

Schilling se estabeleceu em Dachau e começou a experimentar em sacerdotes poloneses, que não eram obrigados a trabalhar como presos comuns e foram considerados dispensáveis. Ele infectou sistematicamente suas cobaias com mosquitos importados e depois entupiu os prisioneiros doentes com vários coquetéis de medicamentos. Embora ele mesmo insistisse que seu trabalho era para o bem maior da humanidade e foi conduzido da forma mais ética e profissional possível, dadas as circunstâncias; os julgamentos de Nuremberg ficaram em desacordo com sua lógica e condenaram o doutor de 74 anos de idade ao enforcamento.



08.

Hubertus Strughold

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Hubertus Strughold é uma espécie de lenda na NASA. Ele é um famoso médico que é amplamente respeitado como o "pai da medicina espacial." Todos os anos, desde 1963, um prêmio que leva seu nome é atribuído à pessoas cujo trabalho na medicina aeronáutica tem sido particularmente notável. Ele também pode ter sido um dos mais aterrorizantes médicos nazistas.

Strughold vivia na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial e se mudou para o Texas depois da guerra. Seus talentos foram convocados para a Operação Clipe de Papel, famoso plano do governo dos EUA para colocar cérebros nazistas no comando de projetos pioneiros. Talvez por isso, ele nunca foi julgado em Nuremberg, apesar das evidências sugerindo que suas mãos estavam sujas com alguns dos mais brutais experimentos que os cientistas nazistas realizaram.

Strughold supervisionou os médicos que foram responsáveis pelos infames experimentos de Dachau, onde os prisioneiros do campo de concentração foram submetidos a condições de congelamento extremos, como sendo submergidos em água gelada até a morte. A agonia deles foi documentada em nome da ciência. Seus subordinados tinham também o hábito de fazer experiências com câmaras de pressão, e em seu asilo em Berlim, ele realizou experimentos cruéis com crianças.

O serviço de Strughold para o programa espacial norte-americano absolveu-o de suas atividades da era nazista aos olhos da comunidade científica, até o ponto que mais veementemente condenam qualquer sugestão de que ele fosse um criminoso de guerra. No entanto, o próprio homem foi gravado fazendo comentários sobre o assunto de experiências de congelamento. Por isso mesmo, se ele não estava pessoalmente conduzindo os experimentos de congelamento dos pobres prisioneiros até a morte, é quase certo que ele estava bem ciente e interessado nos terríveis atos que estavam ocorrendo sob seu comando.



07.

Enno Lolling

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Alguns homens só querem ver o circo pegar fogo, mas outros são simplesmente demasiadamente apáticos fazer algo sobre as chamas crescentes. Enno Lolling era um homem assim. Cansado, fraco, só o pó da rabiola, Lolling acabou se tornando o médico responsável pela inspeção dos campos de concentração — graças às suas ligações com a SS. Morfina e álcool eram seus venenos favoritos.

Apesar de que sua posição poderia ter lhe permitido melhorar significativamente as condições dos presos, Lolling não mostrou iniciativa e nada fez quanto à isso durante suas muitas inspeções dos campos de concentração. Então, novamente, talvez seja uma coisa boa que ele não tenha se envolvido mais — ele era conhecido por estar interessado em experiências humanas terríveis, e não era raro encontrar seu nome na papelada de um carregamento de pele humana tatuada. Ele cometeu suicídio em novembro de 1945.



06.

Joachim Mrugowsky

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É estranho pensar que os nazistas ainda se incomodavam com a higiene, visto que eles estavam tão ocupados enchendo o continente com cadáveres, mas eles foram realmente muito empenhados à respeito do tema limpeza. Infelizmente, era a "limpeza" racial de que estavam falando.

Como chefe do Instituto de Higiene da Waffen-SS e higienista sênior dos médicos do Reich, Joachim Mrugowsky, sentou no epicentro de uma série de projetos de higiene que, no verdadeiro estilo nazista, tinha pouco a ver com incentivar as tropas a escovar os dentes. O conceito nazista sobre higiene estava intimamente ligado ao programa T4 para aniquilar todas as pessoas que não eram aceitáveis para o Reich.

Mrugowsky foi fundamental para suprir as forças nazistas com ácido cianídrico, um veneno que poderia matar os judeus e outras pessoas indesejáveis, deixando as pilhas de cadáveres tão desinfetadas quanto possível. Os dados necessários para determinar a composição desejada do veneno, é claro, foram adquiridos por uma vasta série de experimentos em cobaias humanas relutantes. Mrugowsky foi condenado à morte em 1947 e executado em 02 de junho de 1948.



05.

Albert Widmann

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Dr. Albert Widmann era uma figura ativa nas fases iniciais do programa nazista de "eutanásia". Ele era um dos médicos que decidiram sobre os métodos de matança e fornecia gases e substâncias químicas necessárias para os testes. Ele também era um especialista no programa de eutanásia de crianças, na obtenção de venenos e compartilhava o seu conhecimento tecnológico sobre o assunto de matar crianças com injeções letais. Com o tempo, ele se tornou uma espécie de especialista na solução de problemas — se um crematório em um campo de concentração desse problemas, ele era o homem pro serviço.

A área mais importante da especialização de Widmann sempre foi a experimentação — além de venenos regulares, muitas vezes ele se envolveu com outras formas horríveis para se matar mais eficientemente. Uma de suas experiências mais infames foi uma tentativa de trazer explosivos para o jogo de extermínio em massa, fechando pacientes mentais russos em dois bunkers e explodindo um deles para ver se todos eles morreriam. Alguns sobreviveram, de modo que o experimento foi considerado um fracasso. Outro de seus testes envolveu o uso de gases de escape de automóveis e veículos em pacientes mentais. Widmann foi capaz de evitar processos até 1959. Ele ficou apenas seis anos e seis meses na prisão.



04.

Friedrich Wegener

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A maioria dos médicos aderiram ao movimento nazista pois só assim eles seriam capazes de manter sua licença. O patologista Friedrich Wegener, por outro lado, era um verdadeiro fiel à causa. Ele era um membro de carteirinha do partido nazista, antes mesmo de Hitler assumir o comando e usar esse status para subir a uma alta patente militar.

Após a guerra, Wegener se tornou um célebre e premiado expert até sua morte em 1990. Ele ainda tinha uma doença que levava seu nome. O seu passado nazista escondido só foi descoberto graças a uma descoberta por acaso de um médico colega que pesquisava para escrever um artigo brilhante sobre Wegener.

O passado de Wegener havia sido muito bem escondido. Embora ele estivesse presente, provavelmente envolvido com, e certamente ciente das atrocidades nazistas, existem crimes específicos que podem ser atribuídos à ele. Tudo o que a comunidade médica pôde fazer, foi puni-lo postmortem, alterando o nome da doença batizada com seu nome, a granulomatose de Wegener (agora Granulomatose com poliangiite) e iniciar uma discussão sobre se é uma boa ideia batizar doenças com nomes de pessoas. Afinal, ninguém quer estar sofrendo de uma doença grave que também leva o nome de um nazista.



03.

Hans Eisele

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Hans Eisele, médico e segundo-tenente das tropas da SS, é um excelente exemplo da natureza corruptora do poder e o triste fato de que até mesmo os piores crimes, por vezes, ficam impunes por lei. Apesar de seu status SS, Eisele era conhecido por ser um homem bastante decente para a maioria das pessoas, até o ponto onde os prisioneiros do acampamento Sachsenhausen, onde ele estava estacionado por um tempo, o chamaram de "O Anjo" e elogiaram sua bondade. No entanto, uma vez que ele foi designado para ser o médico do campo de concentração de Buchenwald, as atrocidades do lugar logo corromperam-no, e transformaram ele em um monstro.

Buchenwald foi um campo de prisioneiros comunistas extremistas, presidida por alguns dos piores sádicos que o nazismo tinha a oferecer. Mesmo naquela companhia, Eisele tornou-se conhecido por seus experimentos brutais, rotineiramente assassinando prisioneiros com injeções de cianeto e submetendo-nos a horrores corporais e cirurgia imprópria. "O Anjo" tornou-se "O Açougueiro de Buchenwald."

Eisele foi preso depois da guerra e condenado à morte em dois julgamentos separados, mas a sentença foi logo alterada para prisão perpétua e, eventualmente, reduzida a apenas 10 anos, com a possibilidade de ainda mais redução de tempo por boa conduta. Em 1952, Eisele foi libertado da prisão e até mesmo recebeu um pagamento de compensação por parte do governo, porque ele "tinha sido capturado e aprisionado pelo inimigo." Ele viveu como um homem livre por seis anos, até o tempo em que percebeu que um próximo julgamento revelaria um monte de suas atrocidades. Ele fugiu para o Egito, onde viveu o resto de seus dias como Carl Debouche, levando uma vida tranquila e escapando das eventuais investigações do Mossad (Serviço secreto Judáico).



02.

Herta Oberheuser

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Herta Oberheuser é a prova de que as indescritíveis atrocidades da segunda guerra não foram apenas praticadas por homens. Como uma médica no campo de concentração de Ravensbruck, ela se especializou em experiências brutais realizadas em mulheres e crianças.

Estas experiências pareciam sair diretamente de um filme de terror. Ela deliberadamente feria algumas de suas vítimas, após isso, ela contaminava a ferida aberta com bactérias ou objetos estranhos, como cacos de vidro, pregos enferrujados, ou serragem. Os indivíduos permaneciam vivos e em agonia até que Oberhauser julgasse que suas mortes seriam iminentes. Ela, então, os matava com injeções de óleo, gasolina ou hexobarbital (evipan), sentenciando-os a uma morte agonizante que levava de 3 à 5 minutos, os quais os sujeitos conscientes sofriam terrivelmente até o último segundo. Finalmente, Oberhauser dissecava os corpos, e removia seus membros e órgãos para seus experimentos.

Apesar de estar entre os médicos nazistas mais macabros e impiedosos, os feitos de Oberhauser são pouco lembrados em comparação à outros médicos nazistas. Ela foi condenada à 20 anos de prisão em 1947, mas foi libertada em 1952 por bom comportamento. Aparentemente alheia à natureza horrível de suas ações, ela ainda tentou abrir uma clínica em Schleswig-Holstein, apesar de que os manifestantes logo obrigaram-na a fechá-la. Em 1958, "a ficha" de alguém finalmente caiu e revogaram sua licença médica.



01.

Eugen Fischer

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Adolf Hitler e seus asseclas podem ser responsáveis pela "Solução Final" nazi, mas Eugen Fischer desenhou os planos que a tornaram possível. Fischer era um estudante de longa data da eugenia, um abastardamento dos estudos hereditários e antropologia, que ele transformou na rassenbiologie, o sistema de biologia racial em que os nazistas basearam seus ideais da raça ariana e os pontos de vista das "raças inferiores." Fischer inventou também o campo de concentração em 1904, quando ele estabeleceu vários deles, no sudoeste da Alemanha, fronteira com a África, criados para provar que raças "bastardas" são inferiores às "puras".

Hitler estava fascinado pelo trabalho de Fischer, incorporando-o ao Mein Kampf e formando a base pseudocientífica do fanatismo do nazismo em torno dele. Como tal, o regime nazista concedeu à Fischer muitas liberdades. Ele estava livre para realizar seus experimentos e recebeu financiamento total para elaborar suas teorias raciais. Ele era como um menino de ouro, tanto que mesmo sua recusa em aderir oficialmente ao Partido Nazista até 1940, não pôde retirá-lo das boas graças do Reich.

Eugen Fischer se aposentou em 1942 e morreu em 1967, na idade madura de 93. Como ele não foi parte ativa nos crimes de guerra nazistas, ele nunca foi levado à julgamento. Ele nem se incomodou de mencionar em suas memórias, as milhões de vidas que suas teorias ajudaram a assassinar.


Imagem de capa  equipe da clínica de crianças, cortesia de Maria Asperger Felder